Crédito imobiliário: quais são as mudanças?

Crédito imobiliário: quais são as mudanças?

Publicado em 28/03/2019

Muitas pessoas estão em busca de alternativas viáveis para investir no ramo de imóveis e adquirir uma casa, um apartamento ou até mesmo uma sala comercial. No entanto, sabemos que essas unidades não costumam ser baratas nas grandes cidades e, por isso mesmo, obter crédito imobiliário pode ser a única escolha para essa aquisição.

O fato é que o governo apostou em algumas alterações nas regras, com o intuito de tornar essa opção mais interessante e vantajosa para os clientes, gerando mais incentivos para que todos ganhem nesse setor. Quer descobrir que mudanças foram essas? Então não deixe de conferir o conteúdo a seguir.

As medidas aprovadas na mudança

Novas medidas foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional para o financiamento de imóveis, que é uma das modalidades mais populares no Brasil para quem precisa angariar fundos para a compra de uma unidade e recorre a bancos, instituições financeiras, construtoras ou incorporadoras.

De maneira geral, as alterações foram feitas com o objetivo de fomentar ainda mais o mercado e a construção civil, que é um dos carros-chefes da nossa economia. Trata-se da maior reforma das últimas duas décadas e seu embasamento veio do sucesso obtido com uma alteração provisória realizada em 2017.

Mais liberdade no financiamento

Uma das principais mudanças no crédito imobiliário diz respeito ao dinheiro captado na caderneta de poupança para a concessão de financiamentos. É determinado que 65% do total arrecadado nessa aplicação sejam destinados a fundos de financiamento e isso continua, mas a reforma altera o direcionamento que pode ser dado a essas verbas.

Anteriormente, 80% desse montante deveriam ser, obrigatoriamente, direcionados para o SFH (Sistema Financeiro da Habitação), mas agora não há um mínimo obrigatório e os recursos podem ir para outras linhas de crédito, como o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) ou mesmo financiamentos populares como o Minha Casa, Minha Vida.

Isso promove mais liberdade para os bancos, que poderão ajustar suas taxas de juros e condições de pagamento em consonância com o cenário econômico do momento. A ideia é que esse contexto liberal seja favorável aos consumidores em períodos de inflação baixa, por exemplo, mas é preciso manter olhos atentos e comparar as opções disponíveis.

Utilização dos recursos do FGTS

Muitas pessoas utilizam os recursos do FGTS para arcar com os custos das parcelas de um financiamento e esse fundo também sofreu alterações com a nova legislação. Uma das mais importantes diz respeito ao valor máximo dos imóveis que podem ser adquiridos com uso do saldo, que subiu de 950 mil reais para um milhão e meio, com validade para todo o País.

Isso permitirá que uma fatia maior de unidades seja adquirida com a ajuda do FGTS, o que tende a aumentar o universo de potenciais compradores. E, somando isso com as outras alterações realizadas, a tendência é que este seja um ano muito positivo no ramo e, consequentemente, na nossa economia.

Como você pôde conferir, as mudanças no crédito imobiliário vieram para favorecer os consumidores, mas demandam bastante atenção na hora de escolher o seu financiamento ou modalidade de compra.

Então confira também este outro artigo sobre como comprovar renda para comprar um imóvel financiado!

 

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